segunda-feira, 22 de junho de 2015

QUANTOS PROBLEMAS! VIVA OS PROBLEMAS!


 
(Imagem: www.filosofiacienciaevida.uol.com.br)
            Calma, não estou desejando calamidades a ninguém! Mas uma dorzinha aqui, um treco quebrado ali e um apertozinho financeiro não fazem mal a ninguém, muito pelo contrário. Não é a própria natureza que diz que o que não se usa, enferruja, carro apertado é que canta? As estações passam, da árvore ao eretus foram milhões de anos, não se pode desperdiçar a oportunidade, afinal, nascer humano é um imenso privilégio.
            A tolice é prima da inércia, só se aprende a lição através de inúmeros enfrentamentos, nos quais nos deparamos com a natureza transitória das coisas e das relações. A alegria passageira, a sensação de segurança material, uma medíocre existência, talvez, frequentemente precipitada. 
            O mundo metafísico não está em nada separado do físico, não existe aqui e lá, este mundo e aquele, eu e eles. Se a física nos explica(?) e a psicologia nos (des)complica, ainda estamos roçando a superfície da existência, a vida permanece um verdadeiro mistério. Somos a espécie dotada do fator volitivo, ainda que um leão feroz, que passa o dia descansando, obedeça de modo semelhante aos ditames do seu estômago.  
            A resposta para nossas inquietações está fora como está dentro, mudamos mudando o mundo e mudando com o mundo ao nosso redor. Sonhar com uma aposentadoria longe das turbulências, pescando no sitio, pode desencadear as leis naturais, que se encarregarão de ceifar o indolente, torná-lo pó precocemente para que sirva de adubo a outras formas de vida.
            A morte é a parte difícil, como se sabe, sobretudo por que ou se morre repentinamente ou se leva um tempão pra morrer. Colocados diante da questão, todos preferem resposta nenhuma e são condenados a morrer de qualquer jeito. Até lá, deverão lutar com um unhas e bengalas para honrar a espécie.
©
Abrão Brito Lacerda

19 06 15

2 comentários:

  1. Como havíamos comentado outro dia, Abrão, viver tem sido mesmo uma tarefa nada fácil. Mas, como você bem lembrou, não há ninguém, em sã consciência, que queira abreviar isso.
    Grande abraço, amigo!

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    1. Sem dúvida, Zé. A cada dia torna-se mais evidente para mim a imensa oportunidade que constitui a vida (sobretudo agora que minha vida se prolonga na do meu filho) e a necessidade de expandir as experiências aqui e agora.

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