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Mostrando postagens de Janeiro, 2012
Praia do Moreira, Cumuruxatiba, Bahia

A POESIA DE BRUNO LONTRA FAGUNDES E JOÃO BATISTA MARTINS

Muitos dos meus amigos são poetas. Alguns escrevem, outros não. Alguns publicam ou já publicaram e outros nunca se atreveram. Várias publicações independentes - mimeografadas, xerocadas ou acabamento completo – encontram-se em minha biblioteca e gostaria de compartilhá-las, mostrando como, do fundo empoeirado de uma página, a matéria poética volta a reluzir, sempre que tocada.



O primeiro é de Bruno Flávio Lontra Fagundes e foi extraído de publicação sem título de 1980:

Inda resta um punhado de sol! Choveu ainda agora não sentes a terra úmida e as flores , não vês se vestem de perfumes, escondidas ainda, sairão já não vês?
Pra lá é Minas! Conheço seus campos, seu cheiro de montanhas, seu gosto de saudades
Rapaz, ainda resta um punhado de sol, resta sim. (semear os campos, colher as estradas, estrelas) sair cantando as luas a poesia dos corações distraídos. Pois assim e somente assim seremos invencíveis.

Quanta insouciance! Sobretudo quando nos lembramos que 1980 era uma época libertária, com a ditad…