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Mostrando postagens de Dezembro, 2017

Era como minha mãe o chamava, além do tio Rosentino, um apelido de família, conhecido de poucos, desses que tendem a desaparecer com a geração. Depois de desaparecidos pais, tios e primos, vai-se a memória de todo um grupo, com suas histórias e seu vocabulário. Foi o que aconteceu com o codinome Lê, um acrônimo para Lacerda, aqui nestas linhas resgatado pelo bem de uma dúzia de herdeiros e igual número de leitores.
Sendo um nome pronunciado por apenas duas pessoas, poderia ter um número limitado de nuances e conotações. Mas esta pode ser igualmente a fonte de um mistério ainda maior, digamos um segredo muito bem guardado ainda por vir à tona. Lê acordava muito cedo, antes das galinhas, porcos e vacas que estavam no centro de suas preocupações, assim como os preguiçosos (segundo ele) que só queriam saber de comer e dormir além do necessário. Lê estava errado, naquela casa todos trabalhavam, do menorzinho até o mais graúdo, consoante o velho ditado “esta é a casa do bom homem, quem não t…