quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

ATAQUE NUCLEAR!


(Explosão nuclear foto OTAN)

         Neste mundo em que você chama o ladrão e vem a polícia e vice-versa, não há mais lugar para filosofia, o jeito é apelar para os videogames e suas soluções radicais – bem melhor do que pedir asilo em Disneyworld, além de muito mais barato. Onde tudo é fantasia, o maravilhoso e o horrível se juntam e não há nenhuma surpresa quando o jogo acaba em ataque nuclear!
            Vou falar de Fallout, uma terra sem lei, onde os humanos remanescentes da hecatombe lutam com máquinas as mais diversas, algumas até mesmo mais inteligentes do que eles, além de insetos resultantes de mutações genéticas, como as baratas radioativas. Essas últimas são terríveis, devoram matéria orgânica e metal com o mesmo apetite. Para eliminá-las é necessária munição suficiente para matar dezenas de zumbis, outros inimigos dos quais é preciso se defender. Os zumbis se nutrem de cérebros humanos, portanto, cuidado! Acumule vidas e energia suficientes para enfrentá-los, além de água, que é o bem mais escasso de Fallout. O menino não titubeia quando enfrenta esses inimigos que nós adultos nem sequer sonhamos existir: é ataque nuclear!
            Nessa terra de extremos, o ar puro desapareceu, tudo é brumoso, escuro e sufocante, você pode ficar com o botim dos inimigos, geralmente armas e víveres, já que o que a única coisa que conta mesmo é sobreviver. Mas você não deve carregar coisas demais, senão vai ficar muito pesado e não conseguirá ir longe e os ratos mutantes vão te pegar. Sim, ratos mutantes, espécie de camaleões do fim dos tempos, predadores tão ou mais perigosos do que as baratas radioativas. Eles se apropriam dos espólios dos antigos centros de decisão, do Pentágono, do hexágono e do Quadrilátero Ferrífero. Devoram todos os computadores (têm predileção especial por circuitos integrados e memórias virtuais), os estoques de ouro e dólar e, quando essas pestes comem moedas, ficam incontroláveis, incham-se e podem até explodir, espalhando merda para todo lado, uma merda fedorenta e tóxica. Para acabar com eles, só mesmo ataque nuclear!

(Imagem: www.sitespsu.edu)

A estratégia ideal é reabastecer-se de tempos em tempos. E cada lugar é outra história, novas armadilhas e obstáculos. Se você encontrar soldados do exército dos Spacebugs, prepare-se! Eles têm miniguns e raio-lasers e pretendem ocupar todos os postos chaves dos terráqueos. Isso mesmo, você leu bem, o exército dos Spacebugs veio de outra galáxia e está explorando nosso planeta desolado com a mesma intenção que você: encontrar meios possíveis de derrotar uma miríade de criaturas monstruosas e máquinas maníacas e restabelecer as bases da civilização em nosso planeta. Se um deles te eliminar, vai ficar com sua personalidade e sua aparência, portanto poderá se fazer passar por um humano. Geralmente eles fazem você gastar toda sua munição antes de te pegar. A única solução eficaz contra o exército dos Spacebugs é: ataque nuclear!
É cada um por si e o acaso contra todos: você precisa usar máscara de oxigênio para respirar e ainda – sob pena de perder suas vidas rapidamente - reconhecer os pontos de captura de balões de oxigênio através da sua PNU ou Personal Navigation Unit, ou pode ficar com o oxigênio de algum inimigo eliminado, isto é, algum humano extraviado, porque as máquinas e os infames ETs não precisam disso, hehehe! Se, no final, sobrar vidas e imaginação, procure construir uma nave espacial sem demora, como todos os sobreviventes dessa época tardia são capazes de fazer: vá reunindo as partes, tanques de combustível, foguete e cápsula em algum hangar protegido (há pouquíssimos disponíveis, é preciso contar com a sorte), porque na hora H, não há dúvida, será preciso abandonar o planeta e lançar-se em uma aventura pelo espaço sideral – seu último gesto será dar adeus a esse monte de lixo vagando pelo universo, antes que algum alienígena o elimine com um “ultimate” (definitivo) ataque nuclear!

(Imagem: www.questgamingnetwork.com)

©
Abrão Brito Lacerda

20 01 16

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