sábado, 15 de setembro de 2012

PARIS, MONTMARTRE


      Conforme prometido em uma postagem de 09 07 12 (PARIS, L'AMOUR), estou de volta a Paris, desta vez para conduzi-los por um breve passeio pelo bairro de Montmartre (pronuncia-se MONMARTR), que tem ares de uma cidade do interior. Isto devido à topografia do lugar, que é uma colina, em cujas encostas desenvolveram-se ruas estreitas e sinuosas, muitas das quais mais adequadas aos pedestres do que aos carros.


Além disso, Montmartre tem normalmente mais estrangeiros do que parisienses, o que lhe dá um ar de folga permanente, de nonchalence e dulce vitta. 





Conforme prometido em uma postagem de 09 07 12 (PARIS, L'AMOUR), estou de volta a Paris, desta vez para conduzi-los por um breve passeio pelo bairro de Montmartre (pronuncia-se MONMARTR), que tem ares de uma cidade do interior. Isto devido à topografia do lugar, que é uma colina, em cujas encostas desenvolveram-se ruas estreitas e sinuosas, muitas das quais mais adequadas aos pedestres do que aos carros.


Além disso, Montmartre tem normalmente mais estrangeiros do que parisienses, o que lhe dá um ar de folga permanente, de nonchalence e dulce vitta. 



Uma praça nos acolhe e convida ao relaxamento e à despreocupação. Gozamos de um prazer melancólico, como se aquilo tudo não existisse de verdade, fosse a representação teatral de um tempo que já se foi.




O tempo passa na mesa de um dos seus cafés, enquanto vemos passar as pessoas. Algumas taças de vinho depois, somos tomados da sensação de que é preciso ir e ceder lugar a outro. Adquirimos assim a medida do bairro: é melhor quando estamos um pouco tontos e não nos importa mais se é subida ou descida.



Em Montmartre a máquina fotográfica deve estar sempre ao alcance da mão. Na parte alta do bairro, no entorno da catedral, inúmeras atrações ao ar livre, com artistas de diversos estilos, profissionais e amadores, se exibindo para os visitantes.


 Com total liberdade e bom humor, cada artista ou grupo de artistas busca cativar a audiência, a fim de garantir uma boa quête (coleta), na hora de passar o chapéu. Outros parecem se apresentar mais por divertimento.




Deixar-se retratar por um artista na Place du Tertre, abaixo,  é um programa de família. A primeira grande dificuldade é conseguir um lugar ao sol na pracinha, cercada de cafés e restaurantes e ocupada no centro pelos ateliês dos artistas. Sozinho, é batalha perdida. Mas em grupo, é mais fácil conseguir uma mesa e, sobretudo mantê-la, pois é preciso consumir aos preços salgados que se praticam no lugar. 







Artistas de diferentes nacionalidades, fazendo uso de diferentes técnicas, executam com surpeendente rapidez os retratos.


Segue então, para sua apreciação, uma galeria de fotos do tema artista-modelo-obra:













Os retratos são individuais e coletivos, com vários membros da família se revezando às vezes diante do artista. As mulheres são obviamente maioria, mas os homens se fazem também retratar, sobretudo ao lado das companheiras.


Ao me preparar para tirar a foto abaixo, a moça, que estava aguardando enquanto seu marido era retratado, apresentou-se e posou ao lado dele, como quem diz “a foto ficará incompleta sem mim”. Concordei com um clic. Foram os únicos que deixaram na câmera a impressão direta do olhar.





É esta atmosfera particular que nos faz ver a cidade lá embaixo como um mundo distante,





imagens diluídas no horizonte,







   Lugar para onde retornamos, enquanto a noite se aproxima e Montmartre se prepara para mudar de pele, com afluência de outro tipo de público.

(© Abrão Brito Lacerda)

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Um comentário:

  1. Acho que pisamos as mesmas pedras, Abrão. Pensar que ali moraram os maiores artistas de todos os movimentos que a cidade gerou... Isso, por si só, já é uma honra de estar lá. Grande abraço!

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