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VIVA LULA!

 



Another one bites the dust!

QUEEN

 

         Mais um Bolsonaro beija a lona, a cópia do outro, o escroto representante da extrema direita com verniz de conservadorismo cristão agora está no chão, latindo com sua matilha, enquanto a caravana de Lula passa. Uma caravana de gente bonita e feliz, que preza a liberdade, a democracia e a soberania e que não arrega para Tio Sam e seus micos, agora espalhados por toda a América Latina. Lula representa o Brasil tal qual ele é: multirracial, multicultural e valente, um Brasil com a cara do Nordeste, que, mais uma vez, mostrou o caminho às demais regiões brasileiras. Se hoje os intelectuais, os estudantes, as mulheres e as minorias espalhadas por todo o nosso território estão comemorando é por causa da fibra inquebrável de nossos irmãos do Norte. Lula não poderia ter vindo de outro lugar.

         A vitória de Lula, por tudo o que está em jogo atualmente em nosso país e no mundo, assim como pela trajetória do personagem, representa o momento mais significativo e consequente de nossa história desde a promulgação da nova constituição, em 1988. Na verdade, as duas datas se tocam e se entrelaçam, uma vez que Lula foi também deputado constituinte.

         Significativo porque, independentemente do resultado de sua quarta e última gestão, Lula já entrou definitivamente para a história, virou mito e lenda, o único na política brasileira que merece o título de grande, o  nocauteador da velha ordem patriarcal, o Davi que derrotou Golias, o maior de sua geração, quem sabe o maior do último século. Consequente porque faz recuar a extrema direita no Brasil, nas Américas em outras partes do mundo e sinaliza um futuro para as organizações de resistência, tão importantes neste momento em que a ordem conservadora-digital cresce de forma esmagadora, impulsionada pelas big-techs.

         Uma pequena olhada no Brasil e no mundo nesta manhã de segunda-feira (porque há muito que fazer e o texto precisa ficar pronto rápido) nos mostra as duas faces da moeda. A imprensa burguesa, que ontem estava alinhada atrás de um insignificante senador da república, sem nenhuma credencial para governar um dos países mais importantes do mundo, hoje tenta compreender a dimensão do fenômeno a que acabam de assistir, o milagre da vontade e da resistência popular. Não foram apenas os eleitores convictos de Lula que garantiram a vitória, muitos daqueles que estavam na dúvida sentiram que tinham um compromisso para com o país e não poderiam ficar indiferentes à sua transformação em mais uma república das bananas. Em Buenos Aires o capacho de Trump dança o tango da derrota, enquanto a esquerda argentina se delicia e mal consegue se conter. Em Washington o paspalho laranja tenta encontrar palavras para explicar, enquanto luta para conter o vexame e a derrota que se aproximam em seu próprio território. Da China, da Rússia e da Europa chegam saudações. Não há nenhuma dúvida que estamos no centro das atenções.

         Pouco importa o lamento dos frustrados. O que podemos fazer por eles? Respeitá-los em sua ignorância e fanatismo e desejar-lhes dias melhores, mais fé e um pouco menos de música sertaneja e evangélica, que ninguém aguenta mais. E agora nos deem licença porque temos muito o que comemorar.

 

©

 

Comentários

  1. Suas palavras representam as palavras de muitos. Muitos engasgados e humilhados em sua mais sagrada convicção: a de acreditar num mundo livre e com respeito aos diferentes.

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  2. Zé, podemos nos sentir orgulhosos de fazer parte deste momento histórico, quando tantos falharam por covardia, ignorância ou ideologia. Hoje encaramos a vida com seus desafios frente a frente, enquanto eles se escondem na lata de lixo, único lugar que lhes sobrou.

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