Se a vida fosse alegre, não procuraríamos diversão. A ponto de estarmos imersos numa verdadeira sociedade da diversão, por culpa da vida, que é uma chatice sem fim; a política, a economia, os vizinhos e assim por diante. Gastamos a maior grana com cruzeiros e games, fazemos bungee-jump, parcour e wingsuit e pagamos para fazer parte de grupos cujo objetivo é construir amizades, coisa que era grátis até bem pouco tempo. Se parássemos de nos divertir e colocássemos o dinheiro na poupança, ficaríamos ricos – se não morrêssemos de tédio antes. As eleições brasileiras de 2026 vieram para nos sacar da mesmice, embora nada levasse a suspeitar de início que elas pudessem acabar em comédia pastelão, graças ao talento cômico de um candidato, conhecido como 01. 01 imita o pai como ninguém, xinga, diz palavrõ...