Saiu No Sal. Desta vez, Abrão Brito Lacerda, como observador da natureza humana que é – esteja ela nos objetos - melões, violões, whiskies, cogumelos, filmes B - nos animais – gatos, coelhos, pássaros -, na mamãe natureza, em localidades como Matutina e Milho Verde ou em temas como a velhice e, pasmem, até mesmo nos humanos, nos premia com um conjunto de histórias marcantes. O monge budista que nele habita inventa de refletir e lançar luz sobre temáticas variadas nos trinta e três textos deste seu novo livro, onde combina humor, realismo e poesia. Com esse senso de quem filosofa sentindo e escreve como quem não quer ensinar - mas quer porque não é bobo -, ele nos surpreende. Prepare senso e sensibilidade para sofisticações que não são novidade na obra desse autor que transmuta a narratividade a cada novo livro. No estreante Vento Sul, usou de um narrador...